9 de out de 2014

#quandovocenaoestava

venho felizmente informar que finalmente criei um tumblr para esse projeto que há tanto vem me acompanhando
você pode acessá-lo aqui




25 de ago de 2014

todo dia, dia
- escutar - ler - olhar -







- escrever - 


24 de jul de 2014













Amanda Copstein
Da série Prefiro pensar que você não me esqueceu
Porto Alegre, 2014

2 de jul de 2014















O google resolveu fechar o Orkut.
Resolvi visitar minha página.
Os "testimonials", mensagens que recebíamos que só nós tínhamos acesso e que optávamos por mostrar ou não pra quem quisesse ver estavam lá, mas agora os remetentes (aqueles que resolveram encerrar a sua conta na rede) são anônimos.
Não sei quem me enviou boa parte destas mensagens. 
Alguns remetentes eu não vou esquecer nunca. 
E as mensagens de quem fiz questão de esquecer, apaguei há alguns anos. 
(Não foi o suficiente.)

1 de jul de 2014



Em julho acontece minha exposição na Casa de Cultura Mario Quintana aqui em Porto Alegre. 




28 de jun de 2014

27 de jun de 2014

26 de jun de 2014

25 de jun de 2014

24 de jun de 2014

futuro do pretérito

23 de jun de 2014

19 de jun de 2014

"[...] quanto mais se perdia em bairros desconhecidos de cidades distantes, melhor compreendia as cidades que havia atravessado para chegar até lá, e reconstituía as etapas de suas viagens, e aprendia a conhecer o porto de onde havia zarpado, e os lugares familiares de sua juventude, e os arredores de casa, e uma pracinha de Veneza em que corria quando era criança. [...] - Você avança com a cabeça voltada para trás? - ou então: - O que você vê está sempre nas suas costas? - ou melhor: - A sua viagem só se dá no passado? [...] explicar ou imaginar explicar ou ser imaginado explicando ou finalmente conseguir explicar a si mesmo que aquilo que ele procurava estava diante de si, e mesmo que se tratasse do passado, era um passado que mudava à medida que ele prosseguia sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, não o passado recente ao qual cada dia que passa acrescenta um dia, mas um passado mais remoto. Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos. [...] entra numa cidade; vê alguém numa praça que vive uma vida ou um instante que poderiam ser seus; ele podia estar no lugar daquele homem se tivesse parado no tempo tanto tempo atrás, ou então se tanto tempo atrás numa encruzilhada tivesse tomado uma estrada em vez de outra e depois de uma longa viagem se encontrasse no lugar daquele homem e naquela praça. agora, desse passado real ou hipotético, ele está excluído; não pode parar; deve prosseguir até uma outra cidade em que outro passado aguarda por ele, ou talvez fosse um possível futuro e que agora é o presente de outra pessoa. Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos. - Você viaja para reviver o seu passado? [...] - Você viaja para reencontrar o seu futuro? [...] - Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá."

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 28. 

5 de jun de 2014

a panela do meu estômago

"[...] eu estava dentro de mim, precisava naquele instante é duma escora, precisava mais do que nunca - pra atuar - dos gritos secundários de uma atriz, e fique bem claro que não queria balidos de plateia, longe disso, tinha a lúcida consciência então de que só queria meu berro tresmalhado, e ela nem tinha tanto a ver com tudo isso (concordo que é confuso, mas era assim), eu estava dentro de mim, eu já disse ( e que tumulto!), estava era as voltas c'o imbróglio, co'as cólicas, co'as contorções terríveis duma virulenta congestão, co'as coisas fermentadas na panela do meu estômago, as coisas todas que existiram fora e minhas formigas pouco a pouco carregaram, e elas eram ótimas carregadeiras as filhas-da-puta, isso elas eram excelentes, e as malditas insetas me tinham entrado por tudo quanto era olheiro, pela vista, pelas narinas, pelas orelhas, pelo buraco das orelhas especialmente! e alguém tinha de pagar, alguém sempre tem de pagar queria ou não, era esse um dos axiomas da vida, era esse o suporte instantâneo da cólera (quando não fosse o melhor alívio da culpa)[...]"

Um Copo de Cólera, Raduan Nassar.

4 de jun de 2014

parar de pensar e fazer. mas aí me dá um sono... - notas sobre um processo de criação

23 de mai de 2014

19 de mai de 2014

hello, I love you

18 de mai de 2014

"Toda fotografia é uma ficção que se apresenta como verdade. [...] O bom fotógrafo é o que mente bem a verdade."
tradução livre

FONTCUBERTA, Juan. El beso de Judas: fotografya y verdad. Barcelona: Editorial Gustavo Gili SA, 1997. p.15



16 de mai de 2014

29 de abr de 2014

Eu fui em busca do trabalho do Arthur Tress depois de ler que ele tem um livro feito apenas de auto-retratos de sombras, ainda não encontrei nenhuma imagem do livro, sendo bem sincera nem a capa do livro do eu encontrei e continuo muito curiosa, mas no site dele tem imagens muito, muito boas. 
Uma grande surpresa.